Página Inicial Data de criação : 08/02/11 Última actualização : 11/10/17 17:33 / 49 Artigos publicados

Índice da 'Categoria' 1967/68  (1967/68) Inserido Tuesday 19 February 2008 23:00

Floydianos
1967/68 - 5 Obras - 29 Artigos
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(álbum) The Piper at the Gates of Dawn (1967) - Páginas 1 a 3
(álbum) A Sauceful of Secrets (1968) - Páginas 3 a 5
(participação) Tonite Let's all Make Love in London (1968) - Página 5
(compilação) A Nice Pair (1973) - Página 5
(vídeo) London 66-67 (2005) - Página 6
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O início de uma grande carreira... 1965-67 The Piper at the Gates of Dawn  (1967/68) Inserido Tuesday 19 February 2008 23:04

Blogue de floydianos :Floydianos, O início de uma grande carreira... 1965-67 The Piper at the Gates of Dawn
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A história do Rock Psicadélico surge nos E.U.A. e em Inglaterra, mais ou menos ao mesmo tempo. A vontade de mudança da geração de 60, aliada à descoberta da droga sintética L.S.D., foram a chave para que toda a geração ‘flower power’ percebesse a nova dimensão que o mundo estava a tomar, o formato das coisas que estavam para acontecer. Era um portal para uma nova consciência, que revelava variações da realidade imperceptíveis quando sóbrio (totalmente desaconselhável, pois revela-se extremamente nociva, como veremos mais à frente neste artigo). Mais do que uma droga que apenas faz com que o usuário se sinta bem, o L.S.D. tinha um carácter de revelação, de iniciação mística e espiritual, que fez com que toda uma geração entrasse na mesma sintonia.
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Ainda assim, o Rock Psicadélico, seguiu diferentes direcções nos dois lados do Atlântico. Enquanto nos E.U.A. o rock visceral foi usado como ponto de partida, no velho continente este partia do ponto de equilíbrio entre ‘mods’ e ‘rockers’, abraçando um espectro amplo de informações. Assim, o movimento psicadélico londrino englobou elementos que sua versão americana nem pensaria em incluir, tais como: ‘country, soul, pop, folk, skiffle, rockabilly e blues’, deixando simplesmente a criação fluir, sem obstáculos ou preconceitos.
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O melhor exemplo será o marco de viragem dos Beatles, a tríade Rubber Soul, Revolver e Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, respectivamente 1965, 66 e 67, que marca a passagem da juventude mundial de um retrato a preto e branco para uma paisagem tridimensional multicolorida, colocando-a no centro do furacão, criando um universo tão amplo quanto o que habitamos hoje.
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Mas se os Beatles tinham a responsabilidade de serem os líderes desta geração (disfarçando suas mensagens em títulos que soavam como piadas internas, sendo Lucy in the Sky with Diamonds o caso mais clássico), outros grupos não estavam de todo preocupados em ser subtis. O mais evidente de todos era Pink Floyd, cujas apresentações ao vivo eram perfeitas para se viajar no ácido. Levados pelo espírito inventivo e experimentalista que o ácido proporcionava, eles levitavam o rock para uma realidade desconhecida, andando no lado escuro do sonho que os Beatles desenhavam.
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O grupo Pink Floyd, foi criado em Londres, em 1965. Eram apenas quatro membros (o guitarrista e vocalista Syd Barrett, o baixista Roger Waters, o teclista Richard Wright e o baterista Nick Mason) que começaram como outra banda qualquer, mas que, por influência das drogas sintéticas, começaram a experimentar o som. À frente do grupo, a figura de Syd Barrett era responsável pelos limites explorados pelo grupo. Barrett era uma versão rock num misto de Salvador Dali e Buda, liderando o grupo e os seus primeiros fãs com a placidez de um líder religioso, mas com o espírito inventivo e inovador que move a arte desde o começo dos tempos. Introspectivo fora do palco, ele entregava-se por inteiro quando submergia na música.
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O grupo teve vários nomes antes de se fixar como Pink Floyd, como exemplo, Meggadeaths, Sigma 6, Abdabs, sendo que, em cada uma deles foram lapidando o som que mais tarde viria a ser o som dos Pink Floyd. Até o nome que foi dado à banda, mostra o nível de liderança que Barrett exercia sobre os outros companheiros, pois foi tirado dos primeiros nomes dos seus ‘bluesmen’ favoritos, nomeadamente Pink Anderson e Floyd Council.
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Como Pink Floyd, o grupo saiu finalmente do circuito universitário, actuando na noite londrina, sendo que, em pouco tempo se tornariam nas referências dessa cultura nocturna londrina. Vivendo em plena era ‘Swinging London’, a cidade assistia ao nascimento da sua era psicadélica, à medida que as cores apareciam e o volume dos sons aumentava, como se a própria cidade tivesse ingerido L.S.D. Os ‘mods’ tornavam-se cada vez mais coloridos e os ‘rockers’ cada vez mais barulhentos. A combinação de estilo com ruído, assentava como uma luva às apresentações dos Pink Floyd. Em casas de concertos ao vivo como o Marquee, a Roundhouse e o U.F.O., caves na zona velha, convertidas em ‘rockódromos’, eles tocavam ‘rocks’ primitivos (como Louie Louie) em versões caóticas, alternando com músicas inéditas do Barrett, jóias ‘pop’ distorcidas. Ocasionalmente comportavam-se como uma banda tradicional, experimentando em estúdio e no palco os limites que poderiam ser encontrados entre refrãos, introduções e solos. Outras vezes deixavam simplesmente o instinto tomar conta em ‘jam sessions’ intermináveis, onde barulho e silêncio se encontravam com instrumentos tocados de forma não convencional, efeitos de som e de luz, projecção de slides, sequências de notas heterodoxas, bem como a repetição de ‘rifs’ levada ao seu extremo.
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Gravaram de forma independente o seu primeiro ‘single’, Arnold Layne - Candy and a Current Bun, já demonstrando a disposição de ir contra a corrente. No lado A, Syd Barrett canta sobre o personagem do título, um sujeito cujo ‘hobby’ era roubar ‘lingerie’ nos varais da vizinhança. O título do lado B teve de ser  mudado, pois o original, Let’s Roll Another One (Vamos Enrolar mais Um), daria problemas com a polícia. Em ambas as faixas, o experimentalismo sónico já estava à vista, com efeitos sonoros, cadências estranhas, o estranho cruzamento do som da guitarra Danelectro de Barrett (tocada aos pedaços) com o som dos teclados de Wright, sobre a cozinha anfetamínica de Waters e Mason. As vocalizações de Barrett, chapadas e concentradas ao mesmo tempo, contrapunham as melodias, quase infantis, das duas canções. O single teve óptimo desempenho nos ‘tops’, atingindo o 20º posto em Inglaterra.
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O seguinte single, See Emily Play - Scarecrow, seguia o rumo do primeiro, mas a regência já não era de Boyd, o produtor do primeiro, mas de Norman Smith, engenheiro de som da EMI que havia trabalhado em pelo menos quatro discos dos Beatles. Eles foram levados para o mesmo estúdio de gravação do grupo de Liverpool, após o seu primeiro contacto com o empresário Peter Jenner, que passeava por Londres à procura de uma banda que pudesse mudar sua vida. Encontrou os Pink Floyd num concerto no Marquee Club e resolveu transformá-los nos seus Beatles. Daí até que estivessem a tocar no concerto de lançamento do diário da revolução sonora londrina, o International Times, foi um instante.
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O nome do grupo começava a crescer e eles fariam sua primeira ‘tourné’ pela Europa durante o Inverno de 1967. Voltaram da Holanda, onde actuaram no Alexandra Palace, ainda a tempo para se apresentarem como principal atracção do mini festival 14 Hour Technicolor Dream, em Londres. A consagração aconteceu no mês seguinte, no espectáculo Games for May (cujo título foi tirado de See Emily Play), no Queen Elizabeth Hall. O evento multimédia colocava os Pink Floyd no centro das atenções, entre música electrónica, shows de luzes, projecções de imagens, incenso e a estreia do ‘Azimuth Co-Ordinator’, o impressionante sistema de som e efeitos sonoros do grupo, que trabalhava em sistema quadrifónico. Estava na hora de entrar no estúdio para gravar seu primeiro álbum.
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Assim nascia The Piper at the Gates of Dawn, cujo título havia sido tirado por Syd Barrett, no livro infantil The Wind oh Willows. Gravado no estúdio 1 do complexo da EMI (a que viria a ser conhecida mais tarde como Abbey Road). O álbum foi concebido, enquanto os Beatles terminavam o seu Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, no estúdio ao lado, o 2. A vibração psicadélica estava no ar e muitos cogitam, a possibilidade de um disco ter influenciado o outro, devido aos encontros esporádicos, entre Syd Barrett e John Lennon nos corredores do estúdio. Liderado pelo mesmo Norman Smith, de See Emily Play, The Piper at the Gates of Dawn, é o disco simultaneamente mais pop e mais Psicadélico que a história já viu.
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Lançado no dia 5 de Agosto de 1967, The Piper at the Gates of Dawn foi, junto com seus contemporâneos (os primeiros discos dos Doors, Frank Zappa, Velvet Underground, Beach Boys…), ofuscado pelo lançamento de Sgt. Pepper’s dos Beatles, que é inevitavelmente o disco mais importante deste período. Depois do lançamento do disco, Barrett começou a dar sinais de que a quantidade de ácido que ingeria diariamente não estava a fazer bem nenhum à sua cabeça. Pelo contrário, estava a destruir o seu cérebro de génio, e teve que ser afastado do grupo, devido aos seus longos momentos de ausência que levaram mesmo a que metade da primeira ‘tourné’ americana tivesse que ser cancelada. Não aparecia no concerto na data deste, ou quando aparecia, estava num tal estado, que sentado no chão com o ar mais ausente do mundo se limitava a arranhar a guitarra, bloqueando por vezes a repetir a mesma nota durante 10 minutos ou mais. Foi substituído por David Gilmour antes da gravação do segundo álbum, A saucerful of Secrets, editado em 1968, álbum que será a próxima obra deste blogue.
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Tens agora o álbum na integra para poderes ouvir, ver as letras e, se não souberes falar inglês, ver as letras traduzidas, com a desvantagem que existe em qualquer tradução... mas pelo menos ficas com uma ideia. Basta continuares a percorrer o blogue.
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RB
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Astronomy Domine 4:12  (1967/68) Inserido Tuesday 19 February 2008 23:06


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Astronomy Domine

Composição: Syd Barrett

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Lime and limpid green, a second scene.
A fight between the blue you once knew.
Floating down, the sound resounds.
Around the icy waters underground.
Jupiter and Saturn, Oberon, Miranda and Titania.
Neptune, Titan, stars can frighten.

Floydianos

Blinding signs flap.
Flicker, flicker, flicker blam. Pow, bow.
Stairway scares Dan Dare who's there?
Lime and limpid green, the sound surrounds.
The icy waters under.
Lime and limpid green, the sound surrounds.
The icy waters underground.

Floydianos

Astronomy Domine (tradução)

Composição: Syd Barrett

Floydianos

Límpido verde lima, uma segunda cena.
Uma luta entre a tristeza que uma vez conheceste.
Flutuando para baixo o som ressoa.
À volta das águas geladas e subterrâneas.
Júpiter e Satumo, Oberon, Miranda e Titânia.
Netuno, Titã, estrelas podem ter medo.

Floydianos

Sinais ofuscantes oscilam.
Cintilam, cintilam, cintilam bam, bum, pum.
Pânico na escadaria, Dan Dare, quem está aí?

Límpido verde lima, o som envolve.
As águas geladas abaixo.
Límpido verde lima, o som envolve.
As águas geladas subterrâneas.

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Lucifer Sam 3:07  (1967/68) Inserido Tuesday 19 February 2008 23:07


Floydianos

Lucifer Sam

Composição: Syd Barrett

Floydianos

Lucifer Sam, siam cat.
Always sitting by your side.
Always by your side.
That cat's something I can't explain.
Floydianos
Jennifer Gentle you're a witch.
You're the left side.
He's the right side.
That cat's something I can't explain.
Floydianos
Lucifer go to sea.
Be a hip cat, be a ship's cat.
Somewhere, anywhere.
That cat's something I can't explain.
Floydianos
At night prowling sifting sand.
Hiding around on the ground.
He'll be found when you're around.
That cat's something I can't explain.

Floydianos

Lucifer Sam (tradução)

Composição: Syd Barrett

Floydianos

Lúcifer Sam, um gato siamês.
Sempre sentado ao teu lado.
Sempre ao teu lado.
Esse gato tem algo que não consigo explicar.

Floydianos

Jennifer Gentle és uma bruxa.
Estás do lado esquerdo.
Ele está do lado direito.

Esse gato tem algo que não consigo explicar.
Floydianos
Lúcifer vai ao mar.
Sê um gato moderno, sê um gato de navio.
Nalgum lugar, qualquer lugar.
Esse gato tem algo que não consigo explicar.
Floydianos
At night prowling sifting sand.
Hiding around on the ground.
He'll be found when you're around.
That cat's something I can't explain.
Floydianos

À noite rondando pela areia.
Andando escondido no chão.
Ele será encontrado quando estás perto.
Esse gato tem algo que não consigo explicar.

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Matilda Mother 3:08  (1967/68) Inserido Tuesday 19 February 2008 23:09


Floydianos

Matilda Mother

Composição: Syd Barrett

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There was a king who ruled the land.
His majesty was in command.
With silver eyes the scarlet eagle.
Showers silver on the people.
Oh Mother, tell me more.
Floydianos
Why'd ya have to leave me there.
Hanging in my infant air.
Waiting.
You only have to read the lines.
They're scribbly black and everything shines.
Floydianos
Across the stream with wooden shoes.
With bells to tell the king the news.
A thousand misty riders glide.
Higher once upon a time.
Wandering and dreaming.
The words have different meaning.
yes they did.
Floydianos
For all the time spent in that room.
The doll's house, darkness, old perfume.
And fairy sories held me high on clouds.
Of sunlight floating by.
Oh Mother, tell me more.
Tell me more.
Aaaaaaaah.
Aaaaaaaah.
Aaaaaaaah.

Floydianos

Matilda Mother (tradução)

Composição: Syd Barrett

Floydianos

Havia um rei que governava a terra.
Sua majestade estava no comando.
Com olhos de prata a águia escarlate.
Fez chover prata nas pessoas.
Oh Mãe, conta-me mais.
Floydianos
Por que tinhas que me deixar lá.
Carregando o meu ar infantil.
Esperando.
Tu só tens que ler as linhas.
Rabiscadas de preto e tudo brilha.

Floydianos

Cruzando a corrente com sapatos de madeira.

Com sinos para dar ao Rei as notícias.

Mil cavaleiros místicos deslizam.
Às vezes ainda mais.
Imaginando e sonhando.
As palavras têm significados diferentes.
Sim elas têm.

Floydianos

Por todo o tempo gasto naquela sala.
A casa de bonecas, escuridão, velho perfume.
E contos de fada me mantiveram nas nuvens.
A flutuar com a luz do Sol.
Oh Mãe, conta-me mais.
Conta-me mais.

Aaaaaaaah.

Aaaaaaaah.

Aaaaaaaah.

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